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Corinthians “joga por terror” e ri por último contra o Palmeiras

A torcida do Palmeiras recebeu o Corinthians no Pacaembu com um mosaico criativo, ironizando a eliminação do maior rival na pré-Libertadores, com a inscrição: “Ha ha ha”. Quem riu por último neste domingo, no entanto, foi a combalida equipe comandada por Tite. Um dos jogadores poupados da revolta dos corintianos, o lateral direito Alessandro marcou o gol da vitória por 1 a 0, aos 37 minutos do segundo tempo.

O resultado ameniza a crise no Corinthians, que enfrentou uma série de protestos violentos após a vexatória derrota para o colombiano Tolima. A torcida ameaçava durante a semana, em coro: “Ou joga por amor, ou joga por terror!”. O time respondeu dentro de campo, justamente contra o maior rival. O astro Ronaldo, que afirmou em seu Twitter “só jogar por amor”, não estava no Pacaembu porque alegou lesão muscular na coxa direita.

Mesmo sem a vitória, o Palmeiras continua em grande fase no início de 2011, na primeira colocação do Estadual, com 16 pontos ganhos. Já o Corinthians, que agora disputa apenas o Paulistão, tem 9 pontos e dois jogos a menos em relação à maioria dos concorrentes. A equipe dirigida pelo até então ameaçado Tite só havia vencido uma partida na temporada, a estreia contra a Portuguesa.

O Corinthians voltará ao Pacaembu na quarta-feira, para tentar acalmar definitivamente seus torcedores com um bom resultado contra o Ituano. Por sua vez, o Palmeiras só atuará no próximo sábado, também no estádio municipal, contra o Americana.

O jogo – Os jogadores do Corinthians pareciam evitar olhar para as arquibancadas do Pacaembu quando entraram em campo. No setor destinado aos palmeirenses, havia uma bandeira da Colômbia, em homenagem ao Tolima, e até o mosaico para caçoar da eliminação na pré-Libertadores, com a inscrição: “Ha ha ha”. Entre os corintianos, alguns ainda estavam revoltados pela queda precoce no torneio continental.

A ordem do técnico Tite, à beira do gramado, era para o seu time tentar deixar os problemas fora do Pacaembu – por mais que os gritos da torcida do Palmeiras fizessem questão de lembrar o rival da crise. Com faixas pretas nos braços, em luto pelo falecimento de William Morais (emprestado ao América-MG, o jovem jogador foi assassinado em Belo Horizonte), o time visitante formou uma roda em campo para também cobrar atenção exclusiva ao clássico.

Logo aos dois minutos, o Palmeiras mostrou que o Corinthians realmente precisava estar focado. O atacante Kleber ajeitou a bola para o meio-campista Tinga, que chutou forte. Um dos poucos atletas poupados da ira dos corintianos, o goleiro Julio Cesar fez bela defesa e pediu para a sua equipe reagir.

O meio-campo corintiano atendeu ao apelo. O volante Jucilei apareceu livre de marcação dentro da área do Palmeiras, mas chutou em cima do goleiro Marcos, ovacionado por causa da intervenção. A partir de então, as duas equipes passaram a se alternar no ataque.

O Palmeiras foi mais incisivo em suas investidas. Aos 24, por exemplo, Kleber desviou para trás uma cobrança de falta de Marcos Assunção e quase abriu o placar. A oportunidade do zagueiro Maurício Ramos, completando 100 jogos pelo clube neste final de semana, foi ainda melhor: ele ficou à frente do gol, sem goleiro, e inacreditavelmente bateu para fora. Torcedores levaram as mãos à cabeça para lamentar. Um senhor até duvidou do que havia visto: “O que aconteceu? Foi isso, mesmo?”.

A pressão do Palmeiras aumentou o nervosismo dos jogadores do Corinthians. O lateral direito Alessandro não se conteve e discutiu com Luan e Kleber, em meio a palavrões, porém não foi advertido com o cartão amarelo. Os palmeirenses não deixaram o adversário impune. “Timinho! Timinho! Timinho!”, gritaram.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Palmeiras ficou ainda mais ofensivo. Kleber, aos 46, obrigou o goleiro Julio Cesar a fazer uma defesa com os pés. O goleiro ainda espalmou uma cobrança de falta do sempre perigoso Marcos Assunção em seguida. Assim que o árbitro encerrou a etapa inicial, ele se ajoelhou no gramado e ergueu as mãos aos céus para agradecer por não ter sido vazado.

O intervalo despertou os protestos dos torcedores do Corinthians, que haviam dado uma trégua ao time até então. Enquanto Tite e seus comandados reclamavam do árbitro, o público avisava que é preciso “ser homem para jogar no Coringão” e pedia a saída do presidente Andrés Sanchez. Quem deixou o campo no segundo tempo foi o lateral esquerdo Fábio Santos (mais uma vez, nulo no ataque e na defesa), substituído por Marcelo Oliveira.

Palmeiras e Corinthians diminuíram o ritmo no início da etapa complementar. Em seu 300º jogo pelo time que levou ao título da Libertadores em 1999, o técnico Luiz Felipe Scolari entrou em ação e colocou Patrik e Adriano nos lugares de Dinei e Tinga. Tite também não esperou muito para mexer em seu ataque, com o recém-contratado Willian na vaga de Edno.

O clássico ficou mais movimentado depois das alterações. Enquanto o Corinthians apostava nas jogadas de bola parada, o Palmeiras tentava chegar ao gol através da velocidade. Mas nenhum dos times criava grandes chances para marcar.

Tite deu a sua última cartada com Morais no lugar de Cachito – neste instante, o ex-titular Bruno César se irritou no banco de reservas e acenou negativamente com a cabeça. Coincidentemente, contudo, o Corinthians conseguiu abrir o marcador logo depois da mudança. Aos 37 minutos, Alessandro invadiu a área do Palmeiras e concluiu na saída de Marcos. Devolveu as provocações aos palmeirenses em sua comemoração. Nos acréscimos, Julio Cesar ainda operou um milagre para sacramentar a vitória e a reação corintiana.

Gazeta Esportiva

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