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Andrés diz que tendência é sair e pode deixar Clube dos 13 até quinta

Andrés Sanchez esteve na tarde desta terça-feira no escritório comercial do Clube dos 13, em São Paulo, para comunicar ao presidente da união das agremiações, Fábio Koff, que o Corinthians pede licença do grupo. Motivado principalmente pela negociação dos diretos de transmissão a partir de 2012 do Campeonato Brasileiro, o cartola do Timão deu a entender que a desfiliação é questão de tempo.

“O Corinthians está pensando seriamente em sair do Clube dos 13. Nos próximos dias vou tomar uma decisão, mas a tendência hoje é sair. Não concordo com muita coisa que vem acontecendo nos últimos anos no Clube dos 13”, argumentou Andrés, que anunciará sua decisão em até 48 horas.

O dirigente corintiano negou que já esteja acertado com alguma emissora. Entretanto, avisou que, a partir de agora, negociará independentemente do Clube dos 13 os direitos das partidas do Corinthians tanto para televisão como para internet, celular ou canais a cabo, novidade dos encontros que ocorrem desde a semana passada. Já existe um acordo para o torneio deste ano, as tratativas de agora valem para as competições a partir de 2012.

“Está na hora de mudar de novo o futebol e talvez algumas pessoas precisem tomar a frente para conseguir fazer isso”, explicou Andrés Sanchez, que não quis dizer se já tem o apoio de outros clubes nesta iniciativa e até deixou aberta a possibilidade de continuar no Clube dos 13. “Mas a tendência é sair”, insistiu.

Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, questionou a viabilidade de um determinado clube negociar seus direitos por conta própria. Andrés Sanchez, por sua vez, assegurou que a prática é possível e apresentou uma série de argumentos para consolidar sua posição.

“Eu tenho certeza disso (que pode negociar sozinho). Todo mundo quer democracia, liberdade de expressão, todo mundo quer a melhor concorrência. Se tiver três ou quatro emissoras e cada uma pegar quatro times, que se transmita o campeonato assim”, afirmou. “Nada mais justo que cada um individualmente negocie as suas porcentagens”, reiterou.

Segundo Koff, o Corinthians é o segundo clube que mais ganha dentro da entidade (superado apenas pelo Flamengo). “O time que mais recebe é o que tem mais chances de vencer, o futebol é assim”, disse Sanchez, que desdenhou do poder do Clube dos 13. “A CBF nem reconhece o Clube dos 13. Eu acho que cada clube deve procurar os seus direitos”, completou.

Apesar do isolamento, o dirigente corintiano não teme ser esquecido pelos interessados na transmissão. “Quem for negociar com o Clube dos 13 vai negociar com o Corinthians, ou você acha que o Clube dos 13 vai ficar sem o Corinthians na televisão?”, indagou Andrés Sanchez.

As divergências entre o presidente do Corinthians e o Clube dos 13 ocorrem desde 2008, quando o cartola se esforçou para fazer com que sua equipe lucrasse mais atuando na Série B do Brasileiro. O rompimento com as lideranças do grupo, contudo, ficou claro nas eleições do Clube dos 13 em abril do ano passado.

Andrés explicitou sua união com Ricardo Teixeira, presidente da CBF e dissidente da atual diretoria do Clube dos 13, e apoiou a candidatura de Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo que até homologou sua participação no pleito em um papel timbrado do Corinthians. Além do Timão, Leite ganhou votos também de Botafogo, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Santos, Vasco e Vitória.

O ex-presidente do Flamengo foi derrotado e Fábio Koff, reeleito com apoio de Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Guarani, Inter, Palmeiras, Portuguesa, São Paulo e Sport. A cisão, porém, passou a se tornar perigosa para a principal união de clubes no Brasil. O Corinthians é forte nas negociações pelos direitos de transmissão e, com ele, outros sete dos 20 associados se mostraram contrários a Koff.

“A posição política do Clube dos 13 já vem há um ano meio complicada e cada um está tomando a sua posição. Eu tomei uma linha e tenho que seguir a minha linha, que acho que é a mais correta. É uma questão de conceito, uma questão de posição de alguns meses atrás e vamos ter que seguir essa linha”, declarou Andrés Sanchez.

A entidade ainda pode perder o Flamengo, outra agremiação com força para aumentar os valores de transmissão. Patrícia Amorim, presidente do clube, voltou a se aproximar de Ricardo Teixeira com a oficialização do título brasileiro de 1987 e se indispôs com o aliado São Paulo cobrando publicamente a Taça das Bolinhas, entregue pela Caixa Econômia Federal ao Tricolor na segunda-feira passada.

Gazeta Esportiva

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