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Brasil repete decepção argentina e só empata com a Venezuela

O Estádio Ciudad de La Plata tem se caracterizado por sediar as maiores surpresas da Copa América. Após o empate da anfitriã Argentina com a Bolívia no jogo inaugural do torneio, o Brasil também decepcionou em sua estreia, no mesmo local. A seleção de Mano Menezes não passou de uma igualdade por 0 a 0 com a modesta Venezuela na tarde deste domingo.

 O Brasil foi recebido em La Plata com gritos de “campeão”, porém voltou a apresentar alguns erros já demonstrados nos amistosos preparatórios para a Copa América. Com um pouco mais de criatividade devido à presença de Paulo Henrique Ganso no meio-campo, a seleção ideal de Mano finalizou pouco e ofereceu espaços para os venezuelanos atacarem.

A chance de recuperação do Brasil será no próximo sábado, contra o Paraguai, em Córdoba. No mesmo dia, a Venezuela participará de outra partida do grupo B da Copa América, diante do Equador, em Salta. Os dois países somaram um ponto na tabela.

O jogo – Havia muito otimismo para a estreia da seleção brasileira na Copa América. Após escutar vaias em seus últimos amistosos, a equipe de Mano Menezes foi recebida por seus torcedores com euforia no Estádio Ciudad de La Plata. O público até cantou título antes do tempo, com os gritos: “O campeão chegou! O campeão chegou! O campeão chegou!”.

O entusiasmo era tamanho que bastou uma troca de passes mais envolvente nos primeiros minutos para alguns rivais se permitirem contagiar pelo clima. Um voluntário argentino que trabalhava no estádio não se conteve e abriu o sorriso para a jogada protagonizada por Paulo Henrique Ganso. Virou a cabeça para o lado e comentou: “Arrancou o jogo bonito”.

Apenas plasticidade, no entanto, era insuficiente para ganhar. A equipe de Mano Menezes, com o importante reforço de Ganso (que estava lesionado em partidas anteriores da seleção brasileira), trocava muitos passes à beira da área da Venezuela, porém chutava pouco. “Pato, e aí? Cadê o nosso matador”, gritou um senhor, já não tão satisfeito na arquibancada.

A Venezuela, então, aproveitou para tentar contornar as suas evidentes deficiências técnicas à base de força de vontade. Foi a deixa para seus torcedores tirarem sarros dos brasileiros com berros de “olé”. Protegido do frio de menos 0 ºC no banco de reservas, o técnico Mano Menezes ainda não mostrava nenhum sinal de preocupação com a melhora adversária. Permanecia quieto, como fizeram os dois times quando o sistema de som não executou nenhum dos hinos nacionais antes do jogo.

Outra falha da organização chamou muito mais a atenção dos presentes. Aos 28 minutos, um cachorro invadiu o campo em La Plata, passou pelo goleiro Júlio César e saiu pela lateral sem ser incomodado pelos seguranças. O fato inusitado fez com que torcedores brasileiros, venezuelanos e argentinos aplaudissem o animal durante alguns segundos.

De volta à partida e à rivalidade, o Brasil voltou a envolver a Venezuela. O lateral esquerdo André Santos começou a aparecer com mais destaque ao dar um chapéu e a fazer tabelas com Neymar, ovacionado a cada toque na bola. A melhor chance de gol do primeiro tempo, contudo, ocorreu pela direita: Daniel Alves passou para Alexandre Pato, que girou e acertou a trave na finalização.O Brasil criou mais uma ótima oportunidade antes do intervalo. Aos 38 minutos, Robinho recebeu bela assistência de Ganso, entrou na área e bateu cruzado, na saída do goleiro Renny Veja. Vizcarrongo deslizou na grama para tirar com o ombro antes que a bola cruzasse a linha. Os jogadores brasileiros pediram toque de mão e consequentemente pênalti, mas o árbitro mandou o confronto seguir.

 O jogo ficou brigado quando não estava em andamento. Irritado com a postura de Neymar, o técnico da seleção venezuelana Cesar Farías decidiu tomar satisfação com o atacante do Santos no trajeto até os vestiários – da mesma forma que costumam fazer os marcadores adversários. Mano Menezes tomou as dores de seu atleta e deu início a uma confusão. “Todo mundo saiu empurrando porque o treinador deles veio para cima da gente. Se o vestiário deles é do lado direito, o que ele veio fazer à esquerda?”, queixou-se Rodrigo Paiva, chefe de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O Brasil não levou a irritação consigo para a etapa complementar. Agora apático, o time amarelo ofereceu espaços para a Venezuela atacar e forçou Mano Menezes a promover a primeira alteração do duelo. Aos 18, Robinho saiu vaiado para a entrada de Fred. O que não acalmou a torcida brasileira. “Lucas! Lucas! Lucas!”, pediu o público. Torcedores argentinos e venezuelanos reagiram com uma provocação: “Maradona! Maradona! Maradona!”.

Para não dar mais motivos para gozações, Mano gastou suas últimas fichas aos 30 minutos, com Lucas e Elano nas vagas de Alexandre Pato e Ramires. Não adiantou. O Brasil não foi mais ameaçado, mas também não incomodou a Venezuela. Em ritmo sonolento, a zebra voltou a aparecer em La Plata.

Gazeta Esportiva

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